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02 de setembro de 2020

A notícia que sacudiu positivamente lojistas gaúchos nesta terça

A proximidade do Dia dos Pais ajudou a deixar o varejo ainda mais eufórico

A alteração dos protocolos de bandeira vermelha proposta pelo governo do Estado animou – um bocado – o varejo gaúcho, conforme os empresários que procuram a coluna até mesmo eufóricos na noite desta terça-feira (4). Será permitido, mesmo na bandeira vermelha, o funcionamento do comércio não-essencial durante a pandemia do coronavírus. Lembrando que as prefeituras podem adotar regras mais rígidas.

 Valendo já a partir desta quarta (5), o decreto permitirá a abertura do comércio varejista não-essencial na rua e em centros comerciais, de quarta-feira a sábado, em horário reduzido, das 10h às 16h, para que não coincida com a movimentação de serviços essenciais, conforme o governo. A medida inclui shoppings. Um dos empresários que procuraram a coluna para comemorar foi o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Sérgio Galbinski:

– O governo matou dois coelhos com uma cajadada só. Resolveu duas das nossas solicitações: a liberação para venda de Dia dos Pais e também o fato de os supermercados venderam itens não-essenciais enquanto as lojas estavam proibidas de abrir – diz o presidente da AGV, mencionando uma reclamação muito forte sobre a permissão irrestrita dada ao varejo alimentício.

 Presidente da rede de Lojas Lebes, Otelmo Drebes havia recebido uma sinalização neste sentido do governador Eduardo Leite, mas não esperava a medida para logo. Ficou surpreso até e bastante animado, conforme relatou à coluna.

– Foi de grande sensatez. Agora, queremos trabalhar muito, queremos recuperar. Funcionaremos neste dias e tenho confiança de que dará tudo certo e em breve poderemos também abrir nos demais dias da semana. Será o próximo passo. Nós, empresários, temos agora que fazer tudo certo, obedecer todos os protocolos e vamos passar por isso – comenta Drebes.

O empresário se refere, por exemplo, às condições de funcionamento. Será permitida a atuação de 25% dos trabalhadores (somente para estabelecimentos com mais de três trabalhadores) e deve ser respeitado o teto de ocupação (número máximo de pessoas conforme área do estabelecimento).

Dizer que obedecer essas regras e fazer com que a flexibilização dê certo é incontestável. Mas a coluna concorda que é preciso lembrar e reforçar sempre. É essencial para a continuidade do avanço ou o retrocesso. E aí, sem muito espaço para reclamação.

Em Porto Alegre, seguem as medidas mais rígidas. Um acordo vem sendo negociado entre empresariado e o prefeito Nelson Marchezan Junior. Uma nova proposta foi apresentada por empresários nesta terça, discutida em nova reunião à tarde, mas o debate ainda continuará.

Fonte: Gaucha ZH

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