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27 de abril de 2022

ESPECIAL PRESIDENTES ENTREVISTAS – VAREJO

Melhorar os índices econômicos é fundamental para o Brasil. A iniciativa privada faz a sua parte e espera o mesmo do governo. Há muito fala-se de reformas que não se concretizam, enquanto crescem a inflação e os juros. Frear o desemprego, valorizar o trabalho com remuneração justa e aumentar a confiança do consumidor são pontos essenciais para uma boa performance do segmento de eletros, como mostram os depoimentos deste especial.

ESPECIAL PRESIDENTES ENTREVISTAS – VAREJO

Mais uma vez, as empresas do Brasil pedem a tão falada e debatida reforma tributária, a estabilidade política, a redução dos impostos e a segurança jurídica como a forma mais eficaz de atrair investimentosÉ quase um mantra que se repete a cada ano. Confiamos que valha a imagem do provérbio “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, uma alusão ao fato de que a tenacidade é capaz de vencer todas as dificuldades. Esperamos que sim.

Os apelos das empresas são os mesmos dos últimos anos e continuam sem resposta definitiva. É preciso reconhecer que os últimos tempos não foram fáceis devido à covid-19, cujos reflexos atingiram países do mundo todo, com sérias consequências. Um dos problemas mais graves para o segmento de eletros foi a falta de insumos, que provocou prejuízos muito grandes na produção. além da alta do preço do frete internacional. Outro foi a desvalorização do real frente ao dólar.

Inflação e juros subiram, e o poder de compra do brasileiro caiu, afetando o consumo. A mentalidade inflacionária parece voltar com força quando o País acreditava que ela estava liquidada. Em 2022, a previsão de crescimento do Brasil é de 0,8% a 1,9%, enquanto nos países emergentes chega a 5,1%, conforme especialistas e o Fundo Monetário Internacional (FMI). As empresas não pedem milagres, mas sim que se olhe para o País com mais seriedade.

É preciso melhorar os índices econômicos, bem como a educação e a formação de mão de obra. É preciso, também, dar um freio na alta taxa de desemprego e na queda da rendaAs empresas se mostram prontas a colaborar, mas os problemas básicos citados acima exigem uma solução. O Brasil não pode caminhar com intermináveis debates. É hora de conclusões, de menos polarização na política e de mais bom senso na tomada de decisões.

AMAZON

Marcelo Giugliano, líder de varejo no Brasil

A empresa é obcecada pelo cliente, diz o líder de varejo da Amazon no Brasil, Marcelo Giugliano. “Nosso foco é que o consumidor tenha a melhor experiência de compra possível. Isso significa proporcionar as melhores ofertas em um portfólio com mais de 50 milhões de produtos em mais de 30 categorias, bons preços e opções de frete grátis para todo o Brasil.”

Quando fala em experiência de compra, a empresa se refere, essencialmente, à pessoa que espera que seu produto chegue com segurança e rapidez. “Uma das principais maneiras de garantir isso é investindo em logística. Hoje, a Amazon opera 12 centros de distribuição no País: cinco em Cajamar (SP), dois em Cabo de Santo Agostinho (PE) e os demais em Betim (MG), em Santa Maria (DF), em Nova Santa Rita (RS), em São João do Meriti (RJ) e em Itaitinga (CE)”, conta o líder de varejo.

“Vale lembrar que, globalmente, 55% das unidades vendidas são de vendedores parceiros que, em sua maioria, são pequenas e médias empresas.”

Presente no País há 10 anos, em 2019 teve a grande expansão em sua loja e, em 2021, introduziu novas categorias, proporcionando oportunidades de trabalho e apoio ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas. “Recentemente, expandimos o FBA, programa em que todo o processo logístico do vendedor parceiro fica por conta da Amazon. Em 2022, queremos reduzir as barreiras para que os pequenos e médios empreendedores alcancem o mercado internacional. Vale lembrar que, globalmente, 55% das unidades vendidas são de vendedores parceiros que, em sua maioria, são pequenas e médias empresas.”

BEMOL

Marcelo Forma, diretor financeiro

O ano de 2022 será extremamente desafiador frente ao cenário econômico e político, diz Marcelo Forma, diretor financeiro. “Por outro lado, a pandemia projeta estar com seus efeitos modulados, e a cadeia de abastecimento parece se normalizar. Esperamos um ano melhor que o de 2021, com foco em eficiência, maior produtividade nas operações e melhoria em nossas margens. Continuaremos nosso plano de expansão, porém em ritmo mais reduzido.”

Neste trimestre, lança sua plataforma digital de serviços financeiros, a Conta Bemol. Tem como principais atributos ser conta de pagamentos e crediário para compras nas lojas e no e-commerce, bem como empréstimos aos clientes. Integrar os canais é essencial. “Na Bemol, o cliente compra e paga de qualquer lugar. Nos últimos dois anos, o e-commerce aumentou em 10 vezes a sua participação em nossas vendas. Foi de 2% para 20%. Desde 2020, ampliamos a presença em lojas no interior do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre. São menores, mas atendidas simultaneamente pelo nosso e-commerce”, conta Marcelo.

“Esperamos um ano melhor que o de 2021, com foco em eficiência, maior produtividade nas operações e melhoria em nossas margens.”

Na economia, a inflação preocupa o diretor. “Ela precisa baixar, rapidamente, de 10% para 5% e depois ir em direção ao centro da meta estabelecida pelo Banco Central, na faixa de 3%. A taxa de juros, que subiu para dois dígitos, deveria baixar conforme a inflação for mais equilibrada. São imperativos estímulos e programas para a geração de empregos de forma a aumentar a renda e a capacidade de consumo da população.”

BERLANDA

Nilso Berlanda, presidente

O cenário econômico apresenta desafios, mas a empresa investe em gestão desde 2015 e confia na força de suas lideranças, diz o presidente Nilso Berlanda. “Neste ano, projetamos a abertura de 15 unidades e a ampliação, reforma e reinauguração de outras 10. Vamos concluir o posicionamento interno das lojas físicas, que terão nova apresentação visual, para melhorar a experiência do cliente.”

A experiência de compra do consumidor é uma das maiores preocupações da Berlanda. “Queremos que ele tenha a mesma satisfação com a marca independentemente do meio pelo qual adquirir o produto ou serviço. Para isso, investimos significativamente na multicanalidade e estamos com todo o time conectado. O melhor canal de vendas é onde o cliente quer comprar”, afirma o presidente.

“Temos três indústrias de móveis, que abastecem nossas lojas físicas e o e-commerce. Isso é um dos maiores diferenciais que uma varejista pode ter, aliado ao investimento na logística e na qualidade rigorosa da gestão.”

Em 2021, a rede sofreu, especialmente no primeiro semestre, com a dificuldade de fornecedores entregarem os produtos devido à falta de componentes, mas este ano está bem melhor. A disponibilidade de itens anima, diz Nilso. “Em janeiro último, crescemos 18% nas vendas em relação ao mesmo mês de 2021. Nossa meta era 10%. Vale lembrar que temos três indústrias de móveis, que abastecem nossas lojas físicas e o e-commerce. Isso é um dos maiores diferenciais que uma varejista pode ter, aliado ao investimento na logística e na qualidade rigorosa da gestão.”

LEONFER ATACADO/ LEONFER SHOP

Leonardo M. Busiquia, sócio-diretor

A perspectiva da empresa é que 2002 será um ano de muita cautela, diz o sócio-diretor Leonardo M. Busiquia. “Começamos observando um início de recuperação na economia, mas agora há possibilidade de várias consequências econômicas da guerra na Ucrânia que irão se refletir no Brasil. Os nossos maiores desafios serão os fatores externos, como a alta nos preços das commodities, inflação, juros elevados, incerteza com as eleições e a produção das indústrias. Mesmo assim, confiamos no crescimento da Leonfer ante 2021.”

Neste ano, a empresa aproveitará o calendário de datas comemorativas do varejo para buscar oportunidades junto à indústria, atendendo assim às expectativas de seus clientes. “Também teremos a Copa do Mundo, evento que sempre gera crescimento da demanda por produtos do nosso segmento”, conta Leonardo. Para ele, o controle da inflação e o avanço das reformas podem colaborar para o desenvolvimento do varejo e para a confiança do consumidor.

“Este ano, teremos a Copa do Mundo, evento que sempre gera crescimento da demanda por produtos do nosso segmento.”

O consumidor atual está cada vez mais exigente, afirma o sócio-diretor. “Pesquisa com mais facilidade e busca maior agilidade desde o atendimento até o fechamento do negócio e a entrega do produto. Na distribuição, vemos nossos clientes varejistas utilizarem muito a venda não presencial com a retirada na loja, o que gera fidelização do cliente e maior confiança na compra. No e-commerce buscamos aperfeiçoar cada vez mais o multicanal, gerando diversas maneiras de o cliente nos encontrar e ser atendido da melhor forma.”

LIBERATTI

Pedro Henrique Regazzo, diretor-presidente

O varejo é totalmente correlacionado ao PIB. Quando há tendência de crescimento do PIB, o mesmo ocorre com o varejo, diz Pedro Henrique Regazzo, diretor-presidente. “Em 2021, sofremos com a ressaca do aumento da base monetária em 2020 e experimentamos queda nas vendas. Creio que 2022 será desafiador para o varejo, é um ano eleitoral e as escolhas que o Estado e o próximo presidente fizerem serão primordiais para manter o Brasil com crescimento ou decréscimo do PIB.  Neste ano, nosso foco é a gestão do estoque e o aumento da produtividade por colaborador.”

Hoje, o consumidor está hiperconectado, transita por todos os canais e se beneficia com o aumento da competitividade e seu impacto nos preços, que melhora o seu poder de compra e pode usufruir de valores menores para os mesmos produtos. “Para o varejo, fica o desafio de ser cada vez mais eficiente, até na comparação com players globais”, explica o diretor-presidente.

“Neste ano, nosso foco é a gestão do estoque e o aumento da produtividade por colaborador.”

O emaranhado tributário nos Estados é um problema, diz o executivo. “Uma das medidas que podem colaborar para o desenvolvimento não só do varejo mas de toda a economia é a simplificação tributária. Outro ponto a ser ressaltado é que o Estado deve ser mais eficiente, ou seja, gastar melhor os tributos arrecadados e respeitar o teto de gastos para o rombo não ser cada vez maior. Isso traria investimentos, segurança e competitividade para o País.”

LOJAS CEM

José Domingos Alves, supervisor-geral

Os dois últimos anos, 2020 e 2021, foram muito desafiadores em razão da pandemia, do lockdown, da volta da inflação e do aumento nas taxas de juros, diz o supervisor-geral José Domingos Alves. “Iniciamos 2022 com inflação ainda em alta, mais aumento na taxa de juros. Avaliamos que será um ano melhor, acreditamos sim em crescimento. Os maiores desafios continuam sendo o aumento nos preços e a perda de poder de compra dos consumidores.”

Em 2022, Lojas CEM completa 70 anos e fará muitas ações internas e externas, promoções aos clientes e um megaconcurso para os colaboradores com premiações de peso. “A previsão é inaugurarmos de 10 a 12 lojas, todas em prédios próprios, climatizadas e com energia fotovoltaica. Até o final de 2022, todas as nossas lojas terão energia fotovoltaica”, conta José Domingos.

“A previsão é inaugurarmos de 10 a 12 lojas, todas em prédios próprios, climatizadas e com energia fotovoltaica. Até o final de 2022, todas as nossas lojas terão energia fotovoltaica.”

A integração de canais, quando bem-feita, beneficia o varejo, diz o supervisor-geral. “Porém muitas vezes, percebe-se que algumas empresas com integração de multicanais acabam gerando perdas significativas no canal de origem. O consumidor atual está muito atento a tudo isso.” Na economia, ele defende a reforma tributária que trará muitos ganhos, além do controle da inflação, da redução na taxa de juros e da queda do desemprego, gerando aumento na renda do consumidor e, consequentemente, dando a ele maior poder de compra.

LOJAS EDMIL

Adaoney Pereira Valias, presidente

O ano de 2021 foi de estagnação para as Lojas Edmil, diz o presidente Adaoney Pereira Valias. “Em 2022, embora saibamos que é um ano de incertezas, estamos confiantes e com perspectivas de que será melhor. Nosso objetivo é crescer 10% sobre o ano passado. Nossos maiores desafios são a recuperação do poder de compra, a geração de empregos e o controle da inflação, além de avançar nas reformas estruturais e reduzir a taxa de juros.”

A rede definiu as suas ações neste ano. “Vamos expandir as lojas físicas em nossa área de atuação – isto é, no sul, no centro-oeste e na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais. Vamos, também, revitalizar quatro lojas, crescer nas vendas online, ampliar o nosso site e o atendimento para toda a região de Minas, fixar presença nos maiores marketplaces e investir em tecnologia e em inovações para alcançar o consumidor”, conta Adaoney.

“Vamos expandir as lojas físicas em nossa área de atuação – isto é, no sul, no centro-oeste e na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais – e revitalizar outras quatro.”

Para o presidente, as lojas físicas nunca irão acabar. “Pelo contrário, a venda online veio para somar. Hoje, podemos atender nossos clientes onde e quando quiserem. Além disso, nos preocupamos muito para que a loja virtual não seja concorrente da física. Nossos preços são os mesmos no site e na loja, além de cada atendente das Lojas Edmil poder vender pela sua própria loja online.”

LOJAS LEBES

Otelmo Drebes, presidente

A empresa cresceu 40% no ano passado ante 2020 e espera que 2022 seja ainda melhor, diz o presidente Otelmo Drebes. “Fizemos grandes investimentos em tecnologia e consolidamos novos negócios, que trarão bons frutos ao grupo este ano. No entanto temos alguns desafios, como o aumento da inflação e a instabilidade cambial e política, que podem influenciar no consumo.”

Em 2022, continuará o seu processo de expansão e de investimentos na digitalização do grupo. “Dessa forma, vamos fortalecer ainda mais a Intechlog, nossa empresa de inteligência logística, e a Lebes Financeira, que possibilita o empréstimo pessoal, além de consolidar a Lidia Bank, fintech que oferece gratuitamente contas digitais a todo o País, incluindo as classes C, D e E”, conta Otelmo.

“Fizemos grandes investimentos em tecnologia e consolidamos novos negócios, que trarão bons frutos ao grupo este ano.”

A integração dos canais de venda, físico e online, beneficia muito o varejo. Por isso, a rede implementa soluções nesse sentido. O que importa é o cliente ter uma experiência fluida e eficiente. O varejo, porém, tem sido muito afetado pela inflação, aumento de preços e baixos salários. “O governo precisa conter a inflação para o consumo voltar a crescer. A combinação de alta dos juros e crescente comprometimento da renda familiar tende a diminuir os empréstimos em 2022, prejudicando toda a atividade econômica. Além disso, as empresas aguardam ansiosamente a aprovação da reforma tributária. O Brasil não pode mais esperar”, afirma o presidente.

LOJAS MM

Jeroslau Pauliki, presidente

O varejo teve desempenho muito favorável mesmo em plena pandemia, diz o presidente e fundador Jeroslau Pauliki. “Os dois últimos anos foram os melhores da empresa, e repetir isso será um desafio enorme devido a vários fatores, entre eles a redução do poder de compra. Mas será possível com nosso planejamento, que não é só para 2022 mas sim até  2028, quando a MM completará meio século. A meta é triplicar as receitas e colocar a empresa entre os 10 maiores canais de vendas do País.”

Por investir mais em tecnologia, criou a MM Tech. “Também investiremos na renovação dos ativos, 1/3 das lojas serão reinauguradas dentro do novo padrão da empresa. Ampliar os canais é uma prioridade. Pretendemos crescer 10% no número de lojas físicas e 30% no e-commerce, com um site avançado. Vamos, ainda, apostar no atacado e em um braço financeiro, inclusive para empréstimos pessoais”, conta Jeroslau.

“Investiremos na renovação dos ativos, 1/3 das lojas serão reinauguradas dentro do novo padrão da empresa.”

Na economia, o presidente entende que duas medidas são importantes: a redução da Selic e a desoneração da folha de pagamento do varejo. “O setor  gera empregos no País, então a desoneração da folha, como já ocorreu em outras áreas, também deve ser feita no varejo.” A empresa trabalha forte no conceito ESG, com projetos para jovens e para a causa animal. Há quase oito anos é considerada uma das melhores para trabalhar no Brasil.

MERCADO LIVRE

Fernando Yunes, vice-presidente sênior no Brasil

O ano de 2022 começou com cenário mais desafiador do que o de 2021, diz Fernando Yunes, vice-presidente sênior no Brasil. “O aumento da inflação e dos juros afetou o poder de consumo das famílias e, consequentemente, a demanda e os custos para as empresas. Acompanhamos e acreditamos no crescimento das vendas do varejo, que foi de 14% em 2021 e pode atingir 16% neste ano. Assim, planejamos taxas mais saudáveis de crescimento do nosso negócio para 2022, trabalhando no desenvolvimento e aprimorando produtos e serviços.”

Ao longo dos anos, a empresa perseguiu a excelência na jornada de compra e venda, e neste ano não será diferente. “Temos muitos projetos em andamento, mas quero destacar aqui o forte investimento que estamos fazendo em machine learning e em inteligência artificial. Acreditamos que são fatores-chave para o Mercado Livre, tanto na promoção da melhor experiência ao usuário, como na geração de impacto para o nosso negócio, fortalecendo nossa missão na democratização do acesso ao comércio e ao dinheiro”, conta Fernando.

“Quero destacar aqui o forte investimento que estamos fazendo em machine learning e em inteligência artificial. Acreditamos que são fatores-chave para o Mercado Livre.”

No e-commerce, o vice-presidente sênior acredita que ainda há um longo caminho a percorrer, com possibilidades incríveis. “Seguiremos investindo na nossa logística, trabalhando para cada vez mais oferecer uma entrega rápida e que corresponda à expectativa do consumidor de ter mais sortimento e o melhor custo com agilidade. Com a pandemia, o e-commerce entrou de vez na rotina dos brasileiros e mudou alguns hábitos de consumo.”

POLISHOP

João Apolinário, presidente

O presidente João Apolinário diz que 2022 será um ano desafiador. “A Polishop está se adaptando aos impactos provocados pela pandemia e acredita numa estabilidade da empresa no que diz respeito à manutenção de empregos e vendas. O maior desafio para o varejo, daqui para a frente, será se adaptar à nova realidade do consumidor e atendê-lo cada vez mais rápido e com mais eficiência.”

Este ano, contempla o lançamento de diversos produtos inovadores em todas as categorias de produtos (o que não aconteceu na mesma intensidade em 2021). “Lançar produtos inovadores sempre foi o principal motor da empresa. A inovação se estende para todas as estratégias da empresa, principalmente nas ações relacionadas à área de transformação digital”, conta o presidente.

O maior desafio para o varejo, daqui para a frente, será se adaptar à nova realidade do consumidor e atendê-lo cada vez mais rápido e com mais eficiência.”

A empresa sempre acreditou na integração de todos os canais de vendas, afirma João. “O futuro é atender o cliente onde ele estiver. Quando construí a Polishop, em 1999, já acreditava no modelo de negócio multicanal e na importância de dar ao consumidor todas as possibilidades de consumo dentro dos canais.” Para o executivo, a simplificação dos sistemas fiscal, tributário e trabalhista ajudaria a desenvolver o varejo e criaria um ambiente mais propício para o empreendedor focar de fato no desenvolvimento do seu negócio.

TELHANORTE TUMELERO

Juliano Ohta, CEO

Será um ano desafiador para o varejo de materiais de construção, diz o CEO Juliano Ohta. “O movimento do home centric não terá continuidade, pois em 2022 o consumidor deverá dedicar seus investimentos a segmentos muito impactados nos últimos anos, como viagens e lazer. Assim, nos obrigaremos a aumentar a recorrência dos clientes por meio de nossos programas e melhorias. O cenário exige ainda mais resiliência das empresas, porque é um ano de eleição presidencial, que naturalmente gera instabilidade econômica e política no país.”

Entre as principais ações deste ano estão a integração dos canais com a implementação da compra por videochamada e o aperfeiçoamento das demais. “Em atendimento, continuar fortalecendo essa frente em que a empresa já é reconhecida e onde implementou uma ferramenta de Inteligência Artificial chamada TINA, que dá suporte a mais de mil vendedores. Em expansão, prevemos quatro novas lojas da bandeira TJá (Telhanorte e Tumelero) e uma da bandeira Obra Já, em São Paulo”, conta Juliano.

“Não resta alternativa ao varejo a não ser trabalhar cada vez mais na integração dos canais, pois temos um novo cliente, com hábitos de consumo diferentes.”

Para o CEO, não dá, atualmente, para considerar o físico separado do digital, pois o consumidor mudou seu jeito de comprar, principalmente na pandemia. “As compras online vieram para ficar, porém o cliente pode iniciar sua jornada online e acabar na loja física ou vice-versa. Não resta alternativa ao varejo a não ser trabalhar cada vez mais na integração dos canais, pois temos um novo cliente, com hábitos de consumo diferentes.”

VIA

Abel Ornelas, vice-presidente comercial e de operações

A empresa está otimista com 2022, diz Abel Ornelas, vice-presidente comercial e de operações. “Vemos o atual cenário econômico com atenção, mas a Via é uma empresa amadurecida. Os investimentos devem continuar pelos próximos anos. O potencial de crescimento do varejo brasileiro é enorme. O e-commerce tem penetração de apenas 10% no Brasil, enquanto nos Estados Unidos chega a 20%. Acredito que seja possível avançar em penetração e em market share.” 

Em 2022, investirá em inovação, expansão de lojas físicas e na integração entre o online e o offline, conta Abel. “Começamos o ano apostando em logística, com a aquisição da logtech CNT, que irá acelerar a implantação do fulfillment e fullcommerce aos nossos vendedores parceiros. O diferencial será assumir de maneira integrada a logística desses vendedores de forma agnóstica, isto é, independentemente da plataforma de venda – marketplace da Casas Bahia, Ponto ou Extra.com.br ou por plataforma própria –, a entrega será feita pela Via.”

“Começamos o ano apostando em logística, com a aquisição da logtech CNT, que irá acelerar a implantação do fulfillment e fullcommerce aos vendedores parceiros.”

A expansão das lojas físicas continuará, com a integração do sortimento offline e online, pois o vendedor pode vender um produto dos parceiros presentes no marketplace da empresa. Além disso, as lojas funcionam como um mini hub de logística, melhorando o tempo de entrega das compras via internet. “Essa estratégia integrada é essencial para o nosso crescimento e faz com que um canal fortaleça o outro”, diz Abel, para quem a maior oferta de crédito e a diminuição das taxas de juros são essenciais para manter o consumo.

ZEMA

Romero Zema, CEO

A empresa espera que 2022 seja bem mais desafiador que o ano anterior, afirma Romero Zema, CEO. “Em 2021, inauguramos 31 novas lojas. Com certeza não iremos repetir o mesmo número neste ano. Estamos com inflação em alta, aliás em nível global, inadimplência e temos pela frente um ano eleitoral. Enfim, todos os indicadores são desfavoráveis.”

Neste ano, a rede, uma das maiores do País, dará prioridade à implantação de seu marketplace, buscando ampliar o mix de produtos e agregar receita ao seu e-commerce, que registrou crescimento expressivo em 2021.” Assim, juntamente com o lançamento do cartão Zema e a abertura de contas digitais (Zema Financeira), teremos um conhecimento maior das necessidades dos clientes para prestarmos um atendimento ainda melhor”, conta o CEO.

“Juntamente com o lançamento do cartão Zema e a abertura de contas digitais (Zema Financeira), teremos um conhecimento maior das necessidades dos clientes para prestarmos um atendimento ainda melhor.”

Frente às incertezas econômicas, tanto nacionais quanto globais, a rede de lojas espera alguma melhora para o segundo semestre deste ano, diz Romero. “Isso será possível mediante a implementação da reforma fiscal/tributária, além de alguma medida temporária do governo que possa aquecer o consumo, por exemplo, a redução do IPI para alguns produtos.”

Fonte: Portal Eletrolar

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